Em um marco para a educação científica nacional, dois nanossatélites desenvolvidos integralmente por estudantes da rede pública brasileira estão prontos para entrar em órbita nesta quinta-feira (1º). A decolagem está programada para ocorrer a partir das 14h (horário de Brasília), a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX, direto da Base da Força Espacial de Vandenberg, localizada na Califórnia (EUA), integrando a missão Transporter-18.
Protagonismo jovem e tecnologia nacional
Os equipamentos EduSat-2 e EduSat-3 são frutos diretos do programa “AEB – Escola em Órbita”, uma parceria entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a startup Ideia Space. Ao todo, 100 estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico participaram de cada etapa prática do processo, assumindo funções de programação, montagem física e definição das metas de voo.
Aplicações práticas: monitoramento urbano e conectividade
Cada satélite foi desenhado para responder a necessidades específicas das regiões onde foram concebidos:
Em Sorocaba (SP), os alunos da Escola Municipal Dr. Getúlio Vargas estruturaram o EduSat-2 com o objetivo de captar dados sobre riscos de alagamentos e identificar áreas com carência de sinal de internet. No Nordeste, a construção do EduSat-3 uniu forças entre jovens da Escola EEMTI Professor Paulo Ayrton de Araújo e do Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Fortaleza.
Expansão da rede educacional e histórico no espaço
Após a inserção orbital, os novos dispositivos passam a integrar uma rede nacional de satélites pedagógicos mantida pela Ideia Space. O projeto prevê a ampliação imediata de sua metodologia no interior paulista, com a seleção e o treinamento de mais de 500 alunos da rede de Sorocaba em design de futuras missões espaciais.
Esta nova etapa reforça o relacionamento do país com os voos comerciais da empresa aeroespacial de Elon Musk. Em 2022, a companhia já havia transportado ao espaço dois satélites de sensoriamento remoto por radar (SRR) encomendados pela Força Aérea Brasileira (FAB).
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