Review Gears of War: E-Day: ação brutal e visual impressionante Saiba se Gears of War: E-Day vale a pena. Analisamos a jogabilidade, os gráficos da Unreal Engine 5, a narrativa e a performance no Xbox Series X.
Após um hiato de seis anos sem lançamentos inéditos desenvolvidos pela The Coalition, a aclamada franquia de tiro retorna às origens com Gears of War: E-Day. Lançado como um dos pilares das comemorações de 25 anos do ecossistema Xbox — acompanhando títulos de peso como Forza Horizon 6 e Halo: Campaign Evolved —, o prelúdio chega exclusivamente ao Xbox Series trazendo a difícil missão de resgatar o impacto visceral que transformou a marca duas décadas atrás.
O retorno ao Dia da Emergência e a formação do Esquadrão Bravo
Ambientado pouco tempo após o término das Guerras do Pêndulo, o enredo transporta o jogador para a cidade de Kalona. É nesse cenário que acompanhamos Marcus Fenix e Dom Santiago lidando com o luto recente pela morte de Carlos Santiago, irmão de Dom e grande amigo de Marcus, antes de serem surpreendidos pela invasão subterrânea dos Locusts ao planeta Sera.
Para conter o caos inicial da invasão, forma-se o Esquadrão Bravo, que além da dupla clássica conta com a introdução dos soldados Mags Carter e Lucas Reyes. A dinâmica do quarteto funciona muito bem em tela. Enquanto Marcus carrega o fardo da perda e Dom sofre com a incerteza do paradeiro de seus familiares, Mags surge como uma combatente cética em relação às ordens dos oficiais, e Lucas personifica o novato obrigado a amadurecer diante dos horrores da guerra.
Embora a interação entre os soldados seja exemplar, a narrativa deixa escapar boas oportunidades. A postura autoritária da CGO (Coalizão dos Governos Ordenados) e uma figura militar controversa que prometia ser um grande antagonista acabam deixadas de lado. Além disso, grande parte do aprofundamento histórico recai sobre documentos e colecionáveis espalhados pelos mapas, o que pode quebrar o dinamismo para jogadores focados exclusivamente nos combates



