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Rival da DJI, XTRA pede desculpas por atraso da linha Muse 2

A fabricante norte-americana XTRA veio a público pedir desculpas aos consumidores pelo expressivo atraso no lançamento das câmeras Muse 2 e Muse 2 Pro. Apontadas como potenciais concorrentes diretas dos dispositivos da DJI, as novidades foram reveladas em meados de 2024, mas continuam sem um cronograma oficial de estreia nas lojas.

Aguardando validação de hardware e firmware

Em comunicado publicado na rede social X, a direção da companhia admitiu a frustração do público com a espera prolongada. A Muse 2 Pro foi exibida pela primeira vez em julho e teve novos detalhes divulgados em agosto, mas o projeto empacou na fase de testes práticos.

Para evitar criar falsas expectativas, a empresa decidiu não fornecer estimativas vagas sobre a disponibilidade comercial. Segundo a marca, a data definitiva só será revelada quando o hardware e o firmware estiverem 100% verificados. Apesar dos contratempos que já acumulam cerca de cinco meses de espera, a fabricante reforçou que seu compromisso em oferecer uma alternativa sólida no setor continua firme.

Foco volta para a primeira geração da câmera

Diante do impasse com a nova linha, a estratégia imediata foi voltar os holofotes para a Muse original. O modelo de primeira geração segue posicionado como uma solução portátil de alta performance para quem busca gravação estabilizada sem carregar peso excessivo.

A empresa aproveitou o momento para alfinetar tanto os celulares quanto o segmento cinematográfico tradicional. Em suas publicações promocionais, a marca destacou as lentes ópticas e o sensor de 1 polegada da Muse, argumentando que truques de pós-processamento de smartphones têm limitações evidentes. Ao mesmo tempo, pontuou que equipamentos profissionais de mais de US$ 2.000 (cerca de R$ 10.240) são inviáveis para capturas dinâmicas do cotidiano.

Imbróglio regulatório e pressão no mercado

O atraso no lançamento coincide com um período turbulento nos bastidores corporativos da marca. Vista inicialmente como uma opção viável no mercado dos Estados Unidos diante das sanções impostas à chinesa DJI, a XTRA acabou entrando na mira das autoridades locais.

A FCC, agência reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos, incluiu a empresa em investigações após acusações de que seus aparelhos seriam cópias exatas de hardwares concorrentes. O caso levou ao cancelamento e reembolso de pedidos antecipados, além de uma proposta de multa de US$ 25 mil (aproximadamente R$ 128 mil) aplicada pelo órgão regulador devido à falta de respostas adequadas durante as apurações.

Enquanto a XTRA tenta contornar os entraves técnicos e jurídicos para viabilizar as novas Muse 2, concorrentes consolidadas mantêm o ritmo acelerado de lançamentos, tornando a janela de oportunidade para a fabricante cada vez mais estreita.

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