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Xiaomi desenvolve Pocket Guitar para controlar tela traseira

A Xiaomi trabalha no desenvolvimento de um dispositivo inusitado voltado para a interação musical em smartphones. Trata-se do Pocket Guitar, uma mini guitarra eletrônica projetada para operar em sintonia com a tela secundária traseira prevista para as próximas gerações de topos de linha da fabricante, como a família Xiaomi 18 e o dobrável Xiaomi 18 Fold.

Como funciona o acessório em formato de guitarra

Com um visual que lembra uma capa protetora dobrável, o dispositivo surgiu em registros internos nas cores preta e vermelha. A proposta combina elementos físicos e digitais para transformar o smartphone em um instrumento portátil interativo.

Na parte superior da estrutura física, o componente reúne oito botões identificados por algarismos romanos, acompanhados por um seletor direcional. Na extremidade inferior, há um botão dedicado a funções multimídia e um conjunto de ranhuras verticais que simulam as cordas tradicionais de uma guitarra. Dessa forma, quem utiliza o aparelho pode pressionar os botões para formar acordes e deslizar os dedos sobre as ranhuras para reproduzir o dedilhado ou a batida.

Integração com a tela traseira do smartphone

A mecânica de funcionamento depende diretamente da presença de um display secundário na tampa posterior do celular. Arquivos do sistema associam o acessório a uma área designada como subscreen, confirmando a finalidade do projeto.

A dinâmica prevê que o smartphone seja segurado com a parte de trás voltada para o usuário. Assim, a segunda tela exibe cifras, tablaturas, letras de músicas ou menus de controle, enquanto o Pocket Guitar atua como uma interface tátil. O direcional e os botões auxiliares também viabilizam a navegação pelo sistema e a troca de faixas musicais sem a necessidade de tocar diretamente no vidro.

Conectividade e limitações para o mercado global

O periférico conta com bateria própria e realiza o pareamento por meio de Bluetooth. No entanto, sua operação inicial demonstra forte vínculo com a plataforma chinesa Changba, um serviço focado em karaokê e produção musical.

O aplicativo externo seria indispensável tanto para estabelecer a conexão quanto para atualizar o firmware do produto. Caso essa dependência técnica não seja adaptada ou substituída para plataformas ocidentais, a utilidade do dispositivo fora da China pode acabar bastante restrita. Até o momento, detalhes comerciais sobre preço e lançamento internacional não foram divulgados.

Especificações vazadas da linha Xiaomi 18

O ecossistema projetado para receber a novidade também deve passar por transformações estéticas e técnicas significativas. As informações mais recentes apontam que a linha Xiaomi 18 abandonará a simetria da geração anterior para adotar um módulo quadrado no canto superior esquerdo, abrigando quatro lentes fotográficas em disposição assimétrica.

Entre os principais destaques esperados para a ficha técnica do topo de linha, estão:

  • Processador de última geração fabricado em litografia de 2 nanômetros;
  • Tela plana de alta definição com resolução 2K e bordas reduzidas;
  • Dois sensores fotográficos principais de 200 MP;
  • Bateria com capacidade ampliada e suporte a recarga rápida de 100 W (com e sem fio);
  • Leitor biométrico ultrassônico sob o display.

Embora as informações revelem avanços avançados nos bastidores da marca, a Xiaomi ainda não oficializou o cronograma de anúncios para o Pocket Guitar nem para a nova geração de smartphones.

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