Com uma estratégia bem-sucedida de reimaginar seus clássicos ao longo dos últimos sete anos, a desenvolvedora japonesa já começou a planejar o destino da franquia para o momento em que não restarem mais títulos antigos a serem refeitos. A ideia central é promover um ponto de encontro definitivo entre as reimaginações e os lançamentos inéditos da cronologia oficial.
Duas frentes narrativas em andamento
Atualmente, o universo de Resident Evil caminha sobre dois trilhos complementares. Enquanto títulos inéditos como Resident Evil 7, Village e Requiem expandem a história em andamento, projetos como os remakes de Resident Evil 2, 3 e 4 garantem que o público revisite os primórdios da saga com tecnologia moderna.
De acordo com o produtor executivo Jun Takeuchi, essa separação tem prazo de validade. Conforme o cronograma de modernização avança, a linha do passado inevitavelmente encostará nos eventos mais recentes, e a equipe de desenvolvimento já desenha os rumos criativos para quando essa sincronização acontecer.
A convergência planejada das linhas temporais
Os preparativos para essa união começaram a ser traçados ainda na concepção do sétimo capítulo numerado e ganharam força durante a produção de Village. A inclusão de elementos históricos icônicos — como a menção direta à fundação da Umbrella, referências ao vilão Oswell Spencer e o retorno ao cenário marcante de Raccoon City em Requiem — foi planejada como uma ponte deliberada entre as duas épocas.
Inicialmente, essas pistas foram adicionadas como referências sutis para agradar à base de jogadores. Contudo, o grande engajamento dos fãs, que passaram a teorizar intensamente sobre segredos de bastidores, motivou a equipe a abraçar essa conexão estrutural e aprofundar a narrativa unificada.
O que esperar dos próximos lançamentos
Com rumores apontando que Code Veronica é o próximo projeto prioritário, circulam também informações de que novas versões de Resident Evil 0 e do clássico jogo original de 1996 estariam nos planos da produtora.
Caso esse roteiro seja concretizado, restarão apenas Resident Evil 5 e Resident Evil 6 como potenciais candidatos a reimaginação. Assim, o ciclo de adaptações se aproximará do fim, abrindo caminho para uma fase onde o legado e o futuro da série de sobrevivência ao terror caminharão lado a lado em um horizonte totalmente inédito.



