O aguardado controle da Microsoft desenvolvido especificamente para o xCloud parece ter sido cancelado definitivamente. Apesar de protótipos do acessório terem surgido na internet e alimentado expectativas entre os jogadores, a gigante da tecnologia não planeja mais colocar o dispositivo nas lojas, mantendo silêncio sobre os detalhes do encerramento do projeto.
Barreiras regulatórias e a compra da Activision Blizzard
Apurações de bastidores indicam que o abandono do hardware está diretamente conectado às pressões sofridas pela empresa durante o processo de aquisição da Activision Blizzard. Naquela ocasião, órgãos antitruste internacionais — com destaque para a Competition and Markets Authority (CMA), do Reino Unido — demonstraram forte preocupação com o domínio que a marca poderia exercer sobre o segmento de jogos em nuvem.
Para mitigar as acusações de concorrência desleal e aprovar a transação multibilionária, a dona do Xbox firmou acordos de licenciamento com rivais como NVIDIA, Ubisoft e Boosteroid. O recuo no lançamento de um periférico proprietário teria funcionado como parte desse movimento estratégico, evitando conceder vantagens técnicas ou comerciais excessivas ao seu próprio ecossistema de streaming.
O papel do periférico nos planos do ecossistema Xbox
Embora porta-vozes da companhia neguem publicamente que disputas governamentais ditaram o fim do acessório, nenhuma justificativa alternativa foi apresentada. A existência física do controle se tornou pública após imagens de testes vazarem na internet, revelando um design divisivo que já gerava debate entre os usuários.
Especialistas do setor avaliam que o dispositivo já poderia estar engavetado há anos, tendo seu desenvolvimento interrompido logo após a conclusão dos trâmites legais da compra da criadora de Call of Duty.
Novas diretrizes para o streaming no Xbox Game Pass
Paralelamente às decisões sobre hardware, a plataforma de nuvem da marca passa por transformações operacionais que afetam diretamente os consumidores. O acesso ao Xbox Cloud Gaming, até então irrestrito dentro de certas modalidades do Xbox Game Pass, passará a contar com tetos operacionais a partir de novembro.
Pelas novas diretrizes, o público terá franquias pré-determinadas de horas para jogar via servidores remotos. Usuários interessados em estender as sessões além do limite precisarão adquirir pacotes de tempo extra, modalidade tarifada que também será estendida para quem não assina o serviço tradicional, mas deseja executar jogos compatíveis de sua própria biblioteca.



