Temos uma notícia muito importante para a próxima geração: Sony requisita patente de tecnologia que pode reduzir tamanho dos jogos de 100 GB para 100 MB!
Trata-se de uma possível tecnologia que descreve um sistema híbrido que combina download local e streaming em nuvem para diminuir significativamente o espaço necessário para instalar jogos de grande porte.
A solução busca resolver o problema dos títulos AAA que atualmente exigem mais de 100 GB de armazenamento, sem introduzir a latência do cloud gaming tradicional.
A proposta da empresa é permitir que os consoles PS5 e futuros modelos como o PS6 rodem jogos com instalações locais de apenas 100 MB em alguns casos.
Isso seria possível porque apenas os arquivos essenciais para a execução do jogo, como o launcher e arquivos executáveis, ficariam armazenados no dispositivo. Os elementos que mais consomem espaço em um jogo atual, como texturas de alta resolução e arquivos de áudio, seriam transmitidos sob demanda pela internet.
Durante a jogatina, o sistema baixa continuamente os assets necessários para a área ou fase em que o jogador se encontra e remove aqueles que não são mais utilizados.
Essa abordagem mantém o código rodando localmente no console, o que evita problemas de latência, input lag ou atrasos na renderização dos quadros.
| Tema central | Nova patente da Sony para reduzir tamanho de jogos |
| Empresa responsável | Sony |
| Tecnologia | Sistema híbrido com download local e streaming de assets |
| Data da publicação | 4 de fevereiro |
| Tamanho atual dos jogos | Mais de 100 GB para títulos AAA |
| Tamanho proposto | Pacote inicial de aproximadamente 100 MB |
| Componentes baixados | Executável, launcher e arquivos executáveis |
| Componentes transmitidos | Texturas de alta resolução e arquivos de áudio |
| Benefício principal | Redução significativa no espaço de armazenamento |
| Benefício secundário | Ausência de latência por rodar localmente |
| Requisito de conexão | Internet de alta velocidade para qualidade máxima |
| Impacto visual | Possível uso de texturas de baixa qualidade em conexões lentas |
| Patente relacionada | Registro anterior em julho de 2025 com objetivo semelhante |
| Consoles afetados | PS5 e futuros modelos como PS6 |
| Contexto de mercado | Alta nos preços de SSDs por demanda de data centers de IA |
| Desafio técnico | Equilíbrio entre qualidade de imagem e tamanho dos arquivos |

Patente da Sony propõe pacote inicial de apenas 100 MB para títulos AAA
De acordo com a documentação registrada pela Sony, o pacote inicial de um jogo poderia conter apenas o executável e os assets centrais, ocupando cerca de 100 MB.
Esse número contrasta com a realidade atual, na qual jogos de grande escala frequentemente exigem dezenas ou centenas de gigabytes de espaço livre nos SSDs.
A empresa reconhece que uma conexão de internet de alta velocidade ainda será necessária para aproveitar a experiência completa com texturas e sons em qualidade máxima.
Em situações nas quais a banda larga for insuficiente ou instável, o sistema pode recorrer a texturas de baixa qualidade já armazenadas localmente ou tentar carregar os dados com antecedência para evitar interrupções.
Sem acesso à rede, entretanto, o jogo pode rodar apenas com os assets de resolução reduzida ou enfrentar outras limitações técnicas.
O método difere de outra patente que a Sony já havia registrado em julho de 2025, que buscava o mesmo objetivo de redução de tamanho, mas por meio de uma arquitetura técnica distinta. O novo registro indica que a companhia continua testando diferentes caminhos para chegar a uma solução viável comercialmente.

Redução no armazenamento pode aliviar pressão sobre preços de SSD
A demanda crescente por data centers especializados em inteligência artificial (IA) tem impactado diretamente o mercado de componentes.
Os preços de memória RAM e de unidades de estado sólido (SSDs) subiram nos últimos meses, tornando mais cara a expansão da capacidade dos consoles. Muitos usuários do PS5, diante de bibliotecas extensas, preferem deletar jogos antigos em vez de investir em novos drives de armazenamento.
Se implementada com sucesso, a tecnologia patenteada pela Sony reduziria a necessidade de upgrades frequentes. O alívio no espaço ocupado pelos jogos também beneficiaria o próximo console da marca.
O PS6, que já gera preocupação entre consumidores por um possível preço elevado, poderia chegar ao mercado sem a obrigação de incluir um SSD de capacidade muito superior à do modelo atual.
A fabricante ainda precisa avaliar se a solução é viável em termos práticos. Embora a redução da latência seja um ganho claro em relação aos serviços de cloud gaming convencionais, permanecem dúvidas sobre o quanto a compressão ou a transmissão seletiva podem comprometer a fidelidade visual e sonora dos títulos mais exigentes.
Como funciona a transmissão seletiva de assets em jogos de PlayStation
O sistema patenteado, intitulado “Asset Streaming System and Method“, opera com base na separação dos componentes do jogo. Arquivos executáveis, que exigem resposta instantânea durante a jogatina, permanecem instalados no console.
Já os elementos de mídia, que consomem a maior parte do espaço mas não precisam estar disponíveis a todo momento, são carregados gradualmente da nuvem.
A abordagem busca equilibrar as vantagens do jogo local com a flexibilidade do streaming. Para os jogadores competitivos, que não podem tolerar atrasos nos comandos, a manutenção do processamento no hardware do console é um diferencial importante.
A Sony argumenta que, mesmo em conexões limitadas como as de redes móveis, o impacto seria apenas visual, com possível redução na qualidade das texturas, e não na responsividade dos controles.
O modelo também permite que o sistema gerencie de forma inteligente o cache local. Enquanto o usuário avança pelas fases, os dados da região anterior podem ser apagados automaticamente para liberar espaço para os novos cenários. Esse ciclo contínuo de download e exclusão mantém a instalação total do jogo em um tamanho muito menor do que o exigido atualmente.
Perspectivas para a próxima geração de consoles PlayStation
A tendência é que os jogos AAA da próxima geração precisem de ainda mais capacidade de armazenamento. Com o aumento da complexidade gráfica e a adoção de texturas em resoluções mais altas, os títulos podem facilmente ultrapassar a barreira dos 200 GB.
Nesse cenário, a tecnologia patenteada pela Sony surge como uma alternativa para evitar que os consumidores precisem gerenciar constantemente o espaço disponível em seus dispositivos.
Sony requisita patente de tecnologia que pode reduzir tamanho dos jogos; conclusões
Porém, por trás de uma aparente boa notícia, fica uma indagação: será que o intuito dessa patente é melhorar a experiência dos consumidores, ou apenas evitar que as pessoas tenham acesso aos arquivos completos dos jogos?
Se a segunda opção se tornar real, afinal, parte dos dados estaria em um servidor em nuvem, e seria uma péssima novidade para colecionadores de mídias físicas (como os infames Key Cards, da Nintendo), além de um duro golpe em toda a comunidade empenhada na preservação dos jogos.
Fontes: Tech4Gamers | NotebookCheck


