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Huawei lança câmera modular de 1 polegada com zoom 10x

O mercado de fotografia móvel acaba de ganhar um concorrente de peso com a apresentação oficial da Ruiying Z10, uma inovadora câmera modular anunciada pela Huawei na China. O acessório se conecta fisicamente ao smartphone e funciona como uma câmera profissional independente, trazendo sensor gigante de 1 polegada e um mecanismo avançado de zoom óptico contínuo.

Sensor de 1 polegada e zoom óptico contínuo

Diferente de adaptadores comuns que apenas sobrepõem lentes sobre as câmeras nativas, a Ruiying Z10 é uma unidade óptica completa. O dispositivo conta com um sensor CMOS RYYB empilhado de 50 MP com 1 polegada de tamanho e conjunto óptico dedicado, cobrindo distâncias focais equivalentes de 24 mm a 240 mm.

A lente motorizada é composta por 19 elementos distribuídos em seis grupos, oferecendo zoom óptico real de 10x com abertura variável entre f/2.0 e f/4.5. Ao contrário da maioria dos celulares, que intercalam sensores diferentes e aplicam cortes digitais para aproximar a imagem, o sistema da Huawei realiza todo o percurso de ampliação de maneira puramente óptica.

O módulo ainda integra foco automático aprimorado por inteligência artificial, modos AF-S, AF-C e foco manual, além de emissor laser e sensor antiflicker. Para os entusiastas de vídeo, o acessório filma em 4K a 60 fps e grava em câmera lenta em Full HD a até 960 fps, além de permitir o encaixe de filtros fotográficos profissionais de 77 mm na parte frontal e salvar arquivos nos formatos JPEG, HEIF e DNG (RAW).

Conexão HyperClick e compatibilidade restrita

Pesando cerca de 346 gramas, a Ruiying Z10 transforma o aparelho quase em uma câmera compacta dedicada. A comunicação entre os componentes ocorre por meio da interface magnética HyperClick, que transfere dados para processamento e armazenamento direto na memória do celular.

O recurso, no entanto, não está disponível para qualquer versão. Apenas os modelos Mate 90 Pro Max Collector’s Edition e Mate 90 RS Ultimate Design trazem os conectores necessários. Quem adquirir a edição padrão do Mate 90 Pro Max não poderá utilizar a câmera modular dessa forma nativa.

Mate 90 Pro Max: especificações do topo de linha

Mesmo sem o módulo externo, o Mate 90 Pro Max ostenta uma ficha técnica avançada. O conjunto traseiro padrão inclui sensor principal RYYB de 50 MP com abertura variável (f/1.4 a f/4.0) e estabilização óptica, lente ultrawide de 40 MP e uma impressionante teleobjetiva periscópica de 200 MP com zoom óptico de 4x. Na frente, há uma câmera de 13 MP combinada com sensor 3D para biometria facial.

O smartphone ostenta uma tela OLED de camada dupla de 6,9 polegadas, taxa de atualização variável de 1 a 120 Hz e brilho máximo extremo de até 12.000 nits. Para alimentar o sistema operacional HarmonyOS 7, o dispositivo traz bateria de 6.800 mAh compatível com recarga rápida de 100 W via cabo e 50 W sem fio.

Preços no mercado chinês

No mercado asiático, o Mate 90 Pro Max convencional tem preço sugerido a partir de 9.499 yuans (aproximadamente R$ 7,4 mil em conversão direta). Já a edição Collector’s Edition custa a partir de 10.999 yuans (cerca de R$ 8,6 mil).

Vendida separadamente, a câmera modular Ruiying Z10 sai por 5.999 yuans (cerca de R$ 4,7 mil). A marca também oferece um pacote completo contendo o Mate 90 Pro Max Collector’s Edition com 1 TB e a Z10 por 19.499 yuans (em torno de R$ 15,2 mil). Vale lembrar que as conversões não incluem taxas alfandegárias ou impostos locais.

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