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Jogador compra CPU usada e herda ban permanente no Valorant

A aquisição de componentes de informática no mercado de segunda mão ganhou um risco até então pouco considerado pelos consumidores: herdar punições severas de sistemas antitrapaça. Um jogador na Alemanha relatou ter comprado um processador AMD Ryzen 7 5800X3D usado em perfeitas condições mecânicas, mas que acabou impedindo seu computador de executar Valorant devido a um bloqueio prévio aplicado pela Riot Games ao antigo proprietário.

Entenda como o banimento por hardware atingiu o usuário

A situação ocorreu após a compra do componente por meio de uma popular plataforma de classificados alemã. Embora a CPU funcionasse perfeitamente no sistema operacional e em outros programas, o jogo de tiro fechava imediatamente após a inicialização. Ao buscar suporte oficial, o comprador foi informado de que o identificador daquela peça específica estava registrado na lista de bloqueios do Riot Vanguard desde 12 de agosto, data em que o dono anterior teria feito uso de trapaças. O atual usuário só havia adquirido a peça em 21 de setembro.

Efeito em cascata contaminou outros componentes do computador

O problema se agravou quando a punição se alastrou para outras peças do equipamento. De acordo com o relato, as tentativas de rodar o game acabaram associando a placa-mãe e as unidades de armazenamento à restrição original do sistema antitrapaça. Por conta dessa contaminação de identificadores, mesmo retirando a CPU recém-adquirida e voltando ao processador anterior, o computador continuou proibido de entrar nas partidas.

Embora casos individuais não recebam confirmação pública detalhada por parte da desenvolvedora, as penalidades de HWID (Hardware ID) são previstas oficialmente pelas políticas do Vanguard. Frequentemente ligadas ao código de erro VAN 152, essas sanções bloqueiam a máquina física em vez de apenas suspender a conta do usuário. Nesses cenários, procedimentos como formatar a máquina, reinstalar arquivos ou trocar a conexão de rede não removem a restrição, e contas novas acessadas no dispositivo também correm risco de suspensão.

Como os sistemas antitrapaça identificam peças do computador

A detecção de hardware por trás de tecnologias modernas não se apoia somente em um número de série simples. Sistemas operacionais como o Windows geram combinações de identificadores, como o Computer Hardware ID (CHID), reunindo dados obtidos a partir do firmware da placa-mãe (SMBIOS) e instruções de baixo nível como o CPUID.

Exigências de segurança em nível de hardware

O Vanguard também faz uso direto de recursos como o TPM 2.0 (ou fTPM integrado ao processador), inicialização segura (Secure Boot) e isolamento de memória. Esses mecanismos de proteção foram implementados exatamente para impedir que infratores voltem a jogar simplesmente trocando peças baratas. Ao instalar um componente sinalizado em uma máquina diferente, os servidores de segurança conseguem rastrear a configuração e aplicar novos bloqueios cruzados.

O caso expõe uma vulnerabilidade silenciosa para o consumidor, principalmente em peças muito procuradas como o Ryzen 7 5800X3D, frequentemente buscado por quem deseja extrair o desempenho máximo da plataforma AM4. Enquanto falhas físicas, defeitos de solda ou aquecimento excessivo podem ser facilmente detectados em testes de bancada, a presença de uma restrição ativa em sistemas de segurança é invisível até a execução prática de jogos protegidos.

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