Aquecer água no fogão a gás para passar o café diário pesa mais no bolso do que ligar uma cafeteira elétrica. Uma análise detalhada sobre o consumo energético revelou que o aparelho elétrico leva vantagem financeira em diferentes regiões do Brasil, embora a economia total ao final de um mês seja de poucos reais.
Entenda como o consumo de cada método foi medido
Para determinar o custo real de fazer café todos os dias, a simulação avaliou o preparo de 500 mL da bebida com duração estimada em cinco minutos por dia ao longo de 30 dias. O teste considerou uma cafeteira elétrica de 550 W de potência e um queimador grande de fogão com potência térmica de 2,75 kW operando em chama alta.
A cada utilização de cinco minutos, a cafeteira consome em torno de 0,0458 kWh, totalizando 1,375 kWh após um mês de uso regular. Já o queimador consome aproximadamente 17,75 gramas de GLP a cada ciclo de fervura, o que resulta em 532,6 gramas de gás no acumulado de 30 dias.
Valores nas capitais: quanto custa o café no fim do mês?
Para converter a energia consumida em despesa financeira, os gastos foram calculados com base nas tarifas de energia elétrica e nos preços médios do botijão de gás P13 coletados pela ANP em cinco capitais brasileiras:
Capital Tarifa de energia (R$/kWh) Botijão P13 (preço médio) Gasto na cafeteira (mês) Gasto no fogão (mês) Fortaleza (CE) R$ 0,97 R$ 112,49 R$ 1,33 R$ 4,61 São Paulo (SP) R$ 0,95 R$ 119,80 R$ 1,31 R$ 4,91 Curitiba (PR) R$ 0,85 R$ 112,57 R$ 1,17 R$ 4,61 Manaus (AM) R$ 0,84 R$ 129,27 R$ 1,16 R$ 5,30 Brasília (DF) R$ 0,83 R$ 107,61 R$ 1,14 R$ 4,41
Os números comprovam que a cafeteira elétrica é a alternativa mais econômica em todas as localidades observadas. A maior discrepância ocorre em Manaus, onde o valor elevado do botijão faz o fogão custar R$ 5,30 por mês, contra apenas R$ 1,16 da cafeteira. Em São Paulo, o método a gás sai a R$ 4,91 mensais, frente a R$ 1,31 do equipamento elétrico. De forma geral, a troca representa uma economia modesta, variando entre R$ 3,08 e R$ 4,14 mensais.
Hábitos que podem elevar a conta no dia a dia
Apesar da vantagem da cafeteira elétrica, o comportamento do consumidor pode alterar bastante essa balança. Modelos que contam com base de aquecimento mantêm a resistência ligada após o término do preparo, elevando significativamente o gasto elétrico caso o aparelho seja deixado conectado à tomada por muito tempo.
No caso do fogão, itens como o diâmetro da panela, o uso de tampas e a intensidade da chama determinam a eficiência da troca de calor. Vale lembrar ainda que a cafeteira entrega a bebida pronta para o consumo, enquanto o cálculo para o fogão considerou apenas o tempo de aquecimento da água, sem somar o intervalo necessário para coar o café manualmente.
No final das contas, embora a cafeteira elétrica seja matematicamente mais barata em termos de energia, a escolha entre os métodos passa muito mais pela preferência de sabor e praticidade do que por um impacto drástico no orçamento doméstico.



