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Globo apaga comercial com IA após notificação de estúdio

A recente campanha promocional da TV Globo para divulgar o catálogo de filmes de sua programação gerou um forte atrito com a indústria cinematográfica. A emissora precisou remover o vídeo de suas plataformas digitais após receber uma notificação extrajudicial encaminhada por um estúdio de Hollywood insatisfeito com o conteúdo veiculado.

Entenda a polêmica do comercial com inteligência artificial

A peça publicitária chamou a atenção do público pelo uso explícito de inteligência artificial para mesclar o elenco da emissora com astros e personagens do cinema internacional. O vídeo colocava figuras consagradas de franquias da Marvel, DC e outros grandes sucessos ambientadas diretamente nas dependências dos Estúdios Globo.

Entre os momentos que mais repercutiram, Marcos Mion sofria uma transformação digital para assumir a aparência de Tom Cruise, enquanto Luciano Huck era caracterizado como o herói Hulk. A chamada também exibia Ana Maria Braga dividindo a cena e interagindo com Rocket Raccoon, integrante da franquia Guardiões da Galáxia.

Falta de autorização e medidas legais

A crise nos bastidores começou porque as alterações digitais feitas nas cenas originais não contaram com a aprovação prévia das distribuidoras responsáveis pelas produções. De acordo com os protocolos usuais da indústria do entretenimento, qualquer modificação em obras protegidas por direitos autorais exige validação expressa das companhias que detêm a propriedade intelectual.

Diante da manipulação de imagem sem autorização formal, um dos estúdios envolvidos notificou a emissora extrajudicialmente. Para evitar um desdobramento jurídico ainda mais complexo, o canal decidiu retirar a chamada do ar imediatamente. A identidade da produtora que emitiu o alerta legal não foi informada publicamente.

Rejeição nas redes sociais

A intervenção do estúdio cinematográfico não foi o único obstáculo enfrentado pela campanha. Desde as primeiras exibições nas redes, o material vinha sofrendo duras críticas do público.

Além de apontarem falhas no acabamento estético dos efeitos visuais, muitos usuários contestaram a decisão ética de recorrer a ferramentas de IA para reeditar e reproduzir a imagem de atores sem consentimento explícito. O caso reforça o debate e os limites legais em torno do uso de tecnologias generativas em campanhas publicitárias de grande alcance.

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