PUBLICIDADE - anuncie sua marca!

Uso de IA cresce no Brasil, mas medição do ROI ainda é gargalo

Embora a inteligência artificial já esteja presente em 50% das corporações brasileiras, a validação financeira dessas iniciativas continua sendo um obstáculo relevante. Apesar de quase sete em cada dez organizações terem elevado seus aportes na área no último ano, a capacidade de calcular os ganhos reais desse orçamento ainda é restrita a uma minoria do mercado corporativo.

O entrave da mensuração de resultados

Um levantamento apresentado durante o AWS Summit São Paulo revelou que 66% dos líderes empresariais afirmam que os ganhos obtidos superaram o capital inicial aplicado. Em contrapartida, apenas 30% das companhias sentem segurança para calcular com exatidão o retorno sobre o investimento (ROI) de suas iniciativas de inteligência artificial.

O estudo aponta ainda que somente 28% dos negócios contam com metodologias consolidadas e aplicadas rotineiramente para monitorar essa métrica. De acordo com Cleber Morais, diretor-geral da AWS no Brasil, a carência de métricas claras tornou-se um ponto crítico para o setor, principalmente porque os orçamentos destinados à tecnologia atingiram patamares expressivos.

Maturidade tecnológica ainda engatinha

A taxa geral de implementação corporativa de IA no país subiu de 40% para 50% em um ano. No entanto, a forma como as ferramentas são aproveitadas revela que o ecossistema nacional ainda dá os primeiros passos rumo à maturidade digital.

Entre as empresas ativas na tecnologia, 58% operam em estágio básico, buscando apenas ganhos pontuais e incrementais de produtividade. Outro grupo, inferior a 30%, ocupa o patamar intermediário, no qual sistemas inteligentes são incorporados a produtos e serviços oferecidos aos clientes.

Já o estágio mais sofisticado — caracterizado por modelos customizados, soluções combinadas e uso de IA autônoma — reúne atualmente apenas 15% do mercado, embora tenha registrado uma leve expansão frente aos 12% registrados no ciclo anterior.

Escassez de talentos e barreiras para a IA agêntica

Para além da questão contábil, a qualificação da força de trabalho desponta como outro grande desafio: 48% das companhias enfrentam escassez de competências digitais em seus quadros internos. Esse vácuo técnico ajuda a explicar por que míseros 21% dos negócios se consideram preparados para absorver inovações emergentes, a exemplo da IA física e da IA agêntica.

Segundo Morais, o cenário corporativo nacional atingiu uma encruzilhada estratégica. Se antes a discussão estava centrada em quem conseguia acesso às plataformas, a prioridade atual dos gestores passa a ser a preparação das equipes e a busca pelo potencial máximo das novas gerações tecnológicas.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Compartilhe nas redes:

Clique no banner ou use nosso código centraltechgaming nas suas compras no InstantGaming

Siga nas Redes Sociais
JOGAMOS!

Quer ser parceiro ou ter seu jogo divulgado? Envie e-mail para: [email protected]